sábado, 31 de outubro de 2026

Ode à natureza

ODE À NATUREZA


JOTA NIL

(Tácito Silveira da Mota)


Terra imatura!

Sol morno das manhãs

claras de primavera,

brincando, nas ramagens

do roseiral em flor,

de esconde-esconde

com a ternura e o amor

das coisas simples.


Florestas verdes

de sombras perfumadas,

onde feras sequiosas

aguardam as suas presas.

- Paraísos perdidos -

de insídias insidiosas...


Montanhas azuladas

e inacessíveis

aos homens do planalto,

onde mordem o pó

das coisas malogradas!


Abismos de bocarras

insaciáveis.

Surpresas dos caminhos

intransitáveis.

Rios de águas escuras,

onde bebem as onças

e as juritis,

sob o olhar vigilante

das sucuris.


Planícies descobertas

ao sol abrasador

de um dia de verão.

Panorama monótono,

triste e desolador!


Chuva bendita,

que dessedenta a terra

comburida,

levantando, com a poeira

da nativa picada,

um cheiro acre de terra

virgem molhada!A

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ode à natureza

ODE À NATUREZA JOTA NIL (Tácito Silveira da Mota) Terra imatura! Sol morno das manhãs claras de primavera, brincando, nas ramagens do roseir...