ODE À NATUREZA
JOTA NIL
(Tácito Silveira da Mota)
Terra imatura!
Sol morno das manhãs
claras de primavera,
brincando, nas ramagens
do roseiral em flor,
de esconde-esconde
com a ternura e o amor
das coisas simples.
Florestas verdes
de sombras perfumadas,
onde feras sequiosas
aguardam as suas presas.
- Paraísos perdidos -
de insídias insidiosas...
Montanhas azuladas
e inacessíveis
aos homens do planalto,
onde mordem o pó
das coisas malogradas!
Abismos de bocarras
insaciáveis.
Surpresas dos caminhos
intransitáveis.
Rios de águas escuras,
onde bebem as onças
e as juritis,
sob o olhar vigilante
das sucuris.
Planícies descobertas
ao sol abrasador
de um dia de verão.
Panorama monótono,
triste e desolador!
Chuva bendita,
que dessedenta a terra
comburida,
levantando, com a poeira
da nativa picada,
um cheiro acre de terra
virgem molhada!A
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